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Tag: Simples Nacional

O Governo Não Tira Folga — e Essa Semana Foi Prova Disso

Semana de 26 de maio a 1º de junho de 2026 | Por AHX Contabilidade


Junho chegou. E sabe o que o governo fez para comemorar? Lançou mais regras, é claro. Mas calma — antes de você jogar o computador pela janela, saiba que nem tudo é dor de cabeça. Essa semana trouxe novidades que podem te salvar de multa, evitar sustos na nota fiscal e até te apresentar tecnologias que estão mudando o jeito de gerir negócios. Preparamos o resumo das 6 histórias que mais importam para quem tem empresa no Brasil. Bora lá?


1. Imposto de Renda 2026: O Prazo Acabou — E Agora?

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda encerrou na quinta-feira, dia 29 de maio. A Receita Federal contou os votos: 44,5 milhões de declarações entregues. Um recorde. O lado bom? Se você estava nessa fila, a restituição já começou — um lote recorde de R$ bilhões foi pago no próprio dia 29 para quem entregou mais cedo e tem prioridade (idosos, professores, portadores de doenças graves).

O lado ruim: quem perdeu o prazo agora enfrenta multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido. O CPF fica irregular, e aí é uma bagunça de banco bloqueando operação, passaporte suspenso, concurso público vetado… A receita é simples: entrega agora, quanto antes, que a multa não cresce mais do que já cresceu.

O que fazer: Ainda não declarou? Entre em contato com a ahx contabilidade ainda hoje. A multa já está rolando.


2. NF-e: A Nota Fiscal Que Você Ignorou Pode Virar Armadilha

A partir deste 1º de junho, entrou em vigor uma mudança silenciosa mas importante: o prazo para confirmar ou contestar uma Nota Fiscal Eletrônica caiu de 180 para 90 dias. Isso é o que chamam de “Manifestação do Destinatário” — aquele processo em que você diz à Receita Federal “sim, essa compra foi minha” ou “ei, não reconheço essa nota”.

O detalhe que ninguém está contando: se os 90 dias passarem sem nenhuma manifestação sua, a Receita Federal entende automaticamente que a operação aconteceu. Traduzindo: a nota fiscal de um fornecedor que você nem conhece pode ser dada como confirmada pelo seu CNPJ. Isso pode gerar créditos e débitos tributários que você não esperava.

O que fazer: Fale com seu contador para revisar o processo de manifestação de notas no seu sistema. Se você usa ERP ou software fiscal, verifique se está configurado para manifestar dentro do prazo.


3. Dividendos Agora Têm Imposto de Renda — Sim, a Festa Acabou

Por quase 30 anos o Brasil foi um paraíso para quem distribuía lucros: os dividendos eram completamente isentos de Imposto de Renda. Esse modelo acabou em novembro de 2025, com a Lei nº 15.270/2025, e desde 1º de janeiro de 2026 a nova regra está valendo.

O que mudou: distribuições de lucros acima de R$ 50.000 mensais por empresa agora sofrem retenção de 10% de IR na fonte. Para quem ganha mais de R$ 600 mil por ano (contando tudo), existe ainda a chamada “tributação mínima de alta renda”, com alíquotas progressivas. Médicos, advogados e profissionais que operam via PJ — os chamados “pejotizados” — estão no radar.

Atenção: lucros apurados até 31 de dezembro de 2025 e devidamente aprovados em assembleia ainda podem ser distribuídos sem essa tributação. Essa janela está aberta, mas fecha conforme as atas de aprovação.


4. Devedor Contumaz: Quando Dever Imposto Vira Crime de Lesa-Empresa

Aquele empresário que parcelou, não pagou, parcelou de novo e não pagou de novo — o governo finalmente criou um nome e uma punição específica pra ele: devedor contumaz. A Portaria Conjunta RFB/PGFN/MF nº 6/2026 entrou em vigor neste mês e define os critérios para classificar uma empresa nessa condição.

O risco é real: dívidas acima de R$ 15 milhões que representem mais de 100% do patrimônio da empresa, com inadimplência em pelo menos 4 meses seguidos ou 6 alternados em 12 meses — pronto, você entrou para a lista. As consequências? Proibição de contratar com o governo, impedimento de participar de licitações, vedação a parcelamentos especiais e até bloqueio de benefícios fiscais.

Para a maioria das micro e pequenas empresas o limite de R$ 15 mi fica longe, mas o sinal de alerta que a legislação manda é claro: o governo está apertando o cerco sobre quem usa a dívida tributária como estratégia de capital de giro.

O que fazer: Se sua empresa tem dívidas em aberto com a Receita, não deixe acumular. O Desenrola Empresas ainda está ativo com descontos de até 90%.


5. IA no ERP: Seu Sistema de Gestão Está Ficando Velho

Uma pesquisa com mais de 4.300 executivos ao redor do mundo publicada esta semana pela revista Exame revelou algo que vai fazer muita gente se olhar no espelho: 72% dos sistemas ERP em operação no Brasil foram implementados antes de 2017. Isso é um sistema com mais de 9 anos. Na era da inteligência artificial, é como usar um Nokia 3310 para editar vídeo.

A boa notícia: 44% dos executivos já apontam IA e automação como prioridade estratégica. O chamado “Agentic ERP” — sistemas que tomam decisões sozinhos com base em dados — está ganhando força. Redução de até 70% nos custos operacionais para quem adota ERP integrado com IA é o número que circula entre especialistas do setor.

Para as pequenas empresas isso significa uma coisa prática: ferramentas que antes custavam fortunas agora chegam acessíveis em modelos de assinatura. E quem não modernizar vai perder competitividade para quem modernizou.

O que fazer: Avalie se o sistema que você usa hoje consegue te dar relatórios em tempo real, automatizar emissão de notas, integrar com o eSocial e ter dashboards de gestão. Se a resposta for “mais ou menos”, pode ser hora de conversar com a gente sobre soluções de ERP.


6. SNE 2026: Maior Evento de Negócios da Semana É de Graça

Para terminar com uma boa notícia: começa hoje, 1º de junho, a Semana de Negócios e Empreendedorismo (SNE 2026) no Pátio Ferroviário de Campinas, com entrada gratuita. O evento, que vai até o dia 3, reúne representantes de Shopee, Mercado Livre e TikTok Shop para discutir as tendências do mercado digital — exatamente onde seus clientes estão.

Para quem vende online ou quer começar a vender, essa é a chance de entender como os maiores marketplaces do país estão operando, o que funciona em termos de marketing digital e como usar as redes sociais para vender mais. Três dias, gratuito, com nomes grandes no palco.

O que fazer: Acesse o site do evento para garantir sua inscrição. Mesmo quem não puder ir presencialmente, costuma ter transmissão online de parte do conteúdo.


Resumo da Semana em 30 Segundos

IR atrasado? Entrega agora, a multa já está rodando. NF-e? Prazo de manifestação caiu para 90 dias a partir de hoje. Distribui lucros? Tributação de 10% vale desde janeiro — fala com seu contador. Dívida com a Receita? Não deixa acumular, o governo está mais duro com devedor contumaz. Tecnologia? Seu ERP pode estar envelhecendo mais rápido do que você pensa. Negócios? Evento gratuito em Campinas essa semana.

Muita coisa numa semana só? A gente sabe. É por isso que a AHX Contabilidade existe — para você não precisar entender tudo isso sozinho.


Gostou? Compartilha com outro empreendedor. Toda semana, as notícias que importam para o seu negócio — sem juridiquês e sem enrolação.


Referências e Fontes

Simples Nacional 2025: Como Funcionam as Tabelas, Alíquotas e o Cálculo do Imposto para Micro e Pequenas Empresas

O Simples Nacional é o regime tributário preferido pelos empreendedores brasileiros — e não é à toa. Ele unifica vários impostos em uma única guia (o DAS), simplifica a rotina fiscal e reduz burocracia.

Mas, para realmente economizar pagando só o necessário, é essencial entender como funcionam as tabelas do Simples Nacional em 2025 e como o seu imposto é calculado.

Neste guia completo, você vai aprender:

  • Como funcionam os 5 anexos do Simples Nacional
  • As tabelas e alíquotas atualizadas
  • Como calcular o imposto usando a fórmula oficial
  • Quando sua empresa cai em anexo errado (e paga mais imposto)
  • O que é o Fator R e como ele reduz a alíquota
  • Exemplos práticos para facilitar seu entendimento

Vamos começar.


O que são os anexos do Simples Nacional?

O Simples Nacional possui 5 anexos, que são tabelas usadas para calcular o valor do imposto.

Cada anexo representa um tipo de atividade econômica:

  • Anexo I – Comércio (venda de mercadorias)
  • Anexo II – Indústria
  • Anexo III – Serviços (baixa complexidade)
  • Anexo IV – Serviços com INSS patronal
  • Anexo V – Serviços de alta complexidade intelectual / Fator R

O imposto devido depende de três fatores:

  1. O anexo da sua atividade
  2. Sua receita bruta acumulada nos últimos 12 meses
  3. As alíquotas e deduções da tabela

Como calcular o imposto no Simples Nacional?

O cálculo segue a fórmula oficial da LC 123/2006:

(Receita Bruta dos 12 meses × Alíquota do Anexo – Dedução) / Receita Bruta dos 12 meses

O resultado é a alíquota efetiva, que será aplicada sobre o faturamento do mês para gerar a guia do DAS.


TABELAS DO SIMPLES NACIONAL 2025

A seguir, veja as tabelas completas de cada anexo, explicadas para o empreendedor.


Anexo I – Comércio (Lojas, mercados, farmácias, etc.)

Empresas que vendem mercadorias se enquadram aqui.

Receita Bruta 12 mesesAlíquotaDedução
Até R$ 180.0004,00%R$ 0
R$ 180.000,01 a R$ 360.0007,30%R$ 5.940
R$ 360.000,01 a R$ 720.0009,50%R$ 13.860
R$ 720.000,01 a R$ 1.800.00010,70%R$ 22.500
R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.00014,30%R$ 87.300
R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.00019,00%R$ 378.000

Exemplos de empresas: lojas de roupas, supermercados, farmácias, materiais de construção.


Anexo II – Indústria (fábricas e produção)

Enquadra atividades industriais e transformação de produtos.

Receita Bruta 12 mesesAlíquotaDedução
Até R$ 180.0004,50%R$ 0
R$ 180.000,01 a R$ 360.0007,80%R$ 5.940
R$ 360.000,01 a R$ 720.00010,00%R$ 13.860
R$ 720.000,01 a R$ 1.800.00011,20%R$ 22.500
R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.00014,70%R$ 85.500
R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.00030,00%R$ 720.000

Exemplos: fábricas de móveis, alimentos, produtos diversos.


Anexo III – Serviços Sem Fator R (baixa complexidade)

Inclui serviços com menor carga trabalhista e menor exigência intelectual.

Receita Bruta 12 mesesAlíquotaDedução
Até R$ 180.0006,00%R$ 0
R$ 180.000,01 a R$ 360.00011,20%R$ 9.360
R$ 360.000,01 a R$ 720.00013,50%R$ 17.640
R$ 720.000,01 a R$ 1.800.00016,00%R$ 35.640
R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.00021,00%R$ 125.640
R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.00033,00%R$ 648.000

Exemplos: manutenção, estética, contabilidade, agências de viagem, serviços administrativos.


Anexo IV – Serviços com CPP (INSS Patronal fora do DAS)

Empresas deste anexo pagam INSS patronal separado (20%).

Receita Bruta 12 mesesAlíquotaDedução
Até R$ 180.0004,50%R$ 0
R$ 180.000,01 a R$ 360.0009,00%R$ 8.100
R$ 360.000,01 a R$ 720.00010,20%R$ 12.420
R$ 720.000,01 a R$ 1.800.00014,00%R$ 39.780
R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.00022,00%R$ 183.780
R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.00033,00%R$ 828.000

Exemplos: vigilância, obras de engenharia, limpeza, construção civil, pintura.


Anexo V – Serviços do Fator R (consultoria, TI, publicidade)

O Anexo V é o mais temido pelos empreendedores, porque tem alíquotas maiores.
Mas existe uma saída: o Fator R.

O que é o Fator R?

É a relação entre:

Folha de pagamento dos últimos 12 meses ÷ Receita bruta dos últimos 12 meses

  • Acima de 28%? sua empresa migra para o Anexo III → imposto menor
  • Abaixo de 28%? permanece no Anexo V → imposto maior

Tabela do Anexo V

Receita Bruta 12 mesesAlíquotaDedução
Até R$ 180.00015,50%R$ 0
R$ 180.000,01 a R$ 360.00018,00%R$ 4.500
R$ 360.000,01 a R$ 720.00019,50%R$ 9.900
R$ 720.000,01 a R$ 1.800.00020,50%R$ 17.100
R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.00023,00%R$ 62.100
R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.00030,50%R$ 540.000

Exemplos: consultoria, marketing, psicologia, tecnologia, design, advocacia (para alguns casos), engenharia intelectual.


Como saber qual anexo sua empresa pertence?

Depende do CNAE, ou seja, o código da atividade empresarial.
Um CNAE errado pode fazer você:

  • pagar 3 a 4 vezes mais imposto,
  • ficar sujeito a autuações,
  • ter problemas com exclusão do Simples.

Se quiser, posso analisar seu CNAE e indicar o anexo correto.


Exemplo prático de cálculo do Simples Nacional

Uma empresa do Anexo I faturou R$ 40.000 no mês e teve R$ 300.000 nos últimos 12 meses.

  1. Na tabela, ela está na 2ª faixa (7,30% – dedução 5.940)
  2. Aplicamos a fórmula:

(300.000 × 7,30% – 5.940) ÷ 300.000
= 5,32% (alíquota efetiva)

  1. O DAS do mês será:
    40.000 × 5,32% = R$ 2.128

Conclusão: entender as tabelas do Simples evita pagar imposto a mais

O Simples Nacional é excelente — mas só quando usado corretamente.
Dominar os anexos, o Fator R e o cálculo da alíquota evita erros e garante economia mensal.